Afinal de contas, o que é gateway de pagamento?

A etapa de finalização da compra em uma plataforma de e-commerce é a que concentra os maiores percentuais de abandono de carinho. Isso é fato. E isso tudo tem a ver com praticidade, interação, rapidez e, principalmente, segurança, que são fatores críticos para o sucesso de uma loja on-line. Em função dessa importância, os sistemas de pagamento de sites de varejo eletrônico devem ser escolhidos com extremo cuidado e muita pesquisa. Assim, se as taxas que você paga são altas, as falhas de conexões são constantes e o tempo de concretização dos pagamentos em sua loja on-line é exagerado, vale a pena gastar alguns minutos com a leitura deste artigo e descobrir de uma vez por todas o que é gateway de pagamento. Vamos lá?

Diferencie os intermediadores

Por mais que sejam comumente confundidas, a verdade é que as empresas intermediadoras de pagamento trabalham com uma sistemática de cobrança bem diferente de um gateway. Na prática, essas companhias atuam como uma espécie de terceirizadores, de forma que os agentes pagam o vendedor e, em seguida, cobram sua respectiva restituição às instituições financeiras, gerando o registro posterior da operação (débito) no cartão ou na conta bancária do cliente. É importante lembrar que esses serviços costumam cobrar uma taxa por operação, que varia de acordo com o intermediador.

Entenda melhor os gateways

Esse é um daqueles tipos de serviço mais fácil de exemplificar do que conceituar. Poderíamos fazer um paralelo entre um gateway de pagamento de uma loja on-line e uma maquininha de cartões de crédito e débito em uma loja física (adquirente)! Ficou mais claro? Pois esse sistema não é um intermediador, mas sim uma interface que transmite os dados bancários dos clientes diretamente às adquirentes. Não é uma empresa que retém o dinheiro, confere o lastro da operação junto ao banco e repassa o valor ao e-commerce. Trata-se apenas de um canal de comunicação para transmissão de dados dos clientes.

Assim como uma loja física não precisa ter acesso direto aos dados bancários do cliente durante o processo de venda (o cliente digita os dados na máquina e é ela quem vai informar ao lojista se a operação é válida), em um e-commerce que trabalha com gateway de pagamento, o procedimento é rigorosamente o mesmo.

O gateway é uma aplicação instalada em um servidor remoto. Assim, embora esse sistema seja acessado a partir da plataforma da loja virtual, a empresa não tem qualquer contato com os dados bancários de seus e-consumidores, já que ele criptografa os dados inseridos por um sistema próprio e, a partir daí, o sistema da loja apenas aguarda a resposta para o resultado da transação, sendo programado para reagir de acordo com os retornos possíveis (transação autorizada, pagamento negado, não concluído e assim por diante). Todo o processo costuma durar, em média, 3 segundos.

Confira vantagens e desvantagens

Está na dúvida sobre qual o melhor sistema? Então fique de olhos bem abertos, porque ambos possuem virtudes e pontos fracos. Vamos destrinchar isso melhor:

Gateway de pagamento

 

Vantagens

  • Taxas de conversão mais altas (em comparação com os intermediador): ou seja, maior percentual de transações concluídas com sucesso. Por que? Porque no gateway, a transação vai transparente (com as informações do lojista) para a instituição emissora. Isso facilita o processo de liberação das operações por parte das instituições financeiras;
  • Checkout transparente;
  • Suporte de melhor qualidade;
  • Confirmação de pagamento de forma imediata;
  • Possibilidade de negociar taxas diretamente com as operadoras e instituições bancárias.

 

Desvantagens

  • Maior complexidade na integração;
  • Custo de setup: algumas empresas cobram taxas extras para a homologação e integração à plataforma.

 

Intermediadores de pagamento

 

Vantagens

  • Contrato feito apenas com o intermediador de pagamento, mesmo que isso envolva a aceitação de diversas bandeiras (vale lembrar, entretanto, que um gateway também pode lidar com diversas instituições financeiras);
  • Não há mensalidade, apenas uma taxa por transação efetuada (em alguns casos, pode haver também custo de setup);
  • Maior facilidade de implantação e integração.

 

Desvantagens

  • Suporte técnico costuma ser bem abaixo do desejado;
  • A depender da integração, o cliente pode ser obrigado a sair do ambiente do e-commerce para efetivar o pagamento em outra janela. Isso pode aumentar as taxas de abandono de carrinho;
  • Taxas de conversão inferiores aos gateways.

 

Esperamos que a leitura desse texto tenha eliminado as dúvidas com relação a essa questão e, mais do que isso, auxiliado na escolha da melhor opção para seu comércio eletrônico!

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